Biblioteca Digital

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O professor sugere...

Joel Sousa, Professor de Educação Visual, sugere a consulta do livro Desenho para designers industriais de Fernando Julián e Jesús Albarracín.

Escolho esta obra por abordar o design industrial e a conceção de produto, destacando a importância dos materiais, técnicas e conceitos associados ao desenho à mão livre. Este tipo de representação é fundamental no processo criativo, permitindo a comunicação de ideias de uma forma completa e eficaz. Neste âmbito, esta obra apresenta-nos um conjunto de exercícios simples de representação gráfica, que considero muito pertinentes para a realização de estudos e esboços de objetos com diferentes características.
Partindo da apresentação dos principais instrumentos e materiais de desenho, os autores abordam as suas aplicações ao processo criativo para, posteriormente, se debruçarem sobre o projeto e aspetos mais técnicos do desenvolvimento dos objetos.


Mãos à obra e bom trabalho!

Novidades para pôr a leitura em dia


Temos mais umas propostas de leitura para vocês!
Venham à biblioteca! Leiam mais! Libertem a imaginação!



segunda-feira, 27 de março de 2017

Estendal de Poesia: ao jeito de Fernando Pessoa


Esta semana podem ver e ler na biblioteca o resultado da atividade "Estendal de Poesia".
À semelhança de outros anos, os alunos do 12º ano transformaram-se em poetas e escreveram poesia inspirados em Fernando Pessoa.
Venham ver e inspirem-se também!



segunda-feira, 13 de março de 2017

À conversa com Aurelino Costa, “Dizedor de poesia”


Tivemos o prazer de receber, no dia 10 de março, na nossa biblioteca, Aurelino Costa: poeta, declamador, ator e, de profissão, advogado, para uma conversa sobre a poesia e o ato criativo da escrita.
Depois de apresentado o convidado e serem lidos dois poemas do autor pelo professor Fernando Martinho Guimarães, os alunos, de algumas turmas do 10º e 11º anos, tiveram oportunidade de indagar Aurelino Costa sobre o início do seu percurso, as suas motivações para a escrita e sobre o processo de escrita.
Ainda pudemos ouvir a declamação de “Cântigo Negro” de José Régio, poema que desde sempre acompanha o poeta e o poema “Mãe” de sua autoria.

 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Francisco Lufinha: link do documentário


Deixo-vos o link do documentário que mostra a última grande aventura de Francisco Lufinha: o percurso de Lisboa à Madeira a fazer Kitesurf e que resultou no recorde mundial de maior distância percorrida em cima de uma prancha de Kite.

Vejam:

http://www.lufinha.pt/doc2015/pt.html   

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Campeão mundial fala na ESDR



Hoje tivemos o prazer de receber o detentor do recorde mundial de maior viagem (Lisboa-Madeira) de kitesurf sem paragens, Francisco Lufinha.
Numa conversa animada e inspiradora, contou-nos sobre as suas aventuras no mar e os recordes que vai batendo, superando-se a si próprio. Mas foi, sobretudo, uma lição sobre motivação, resiliência, trabalho e conquista de objetivos.

Será que a próxima façanha incluirá o mar dos Açores? Vamos esperar que assim aconteça.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O professor José Olivério Ponte sugere ...


A Alma  de Manuel Alegre

A obra despertou-me interesse porque desconhecia a prosa de Manuel Alegre, pois sempre relacionei o seu nome com a poesia e possuo entre os meus livros publicações de poemas seus, que já li.
A Alma foi para mim um agradável surpresa porque, para além de ser uma obra de fácil leitura, transporta-nos para um tempo do Portugal Republicano (com binómio monarquia/república ainda ativo), fim da 2ª Grande Guerra e afirmação do Estado Novo.
O autor integra a vivência política em período de ditadura e num ambiente social em que há decadência de famílias outrora abastadas, descriminação de género e social e económica no acesso à formação e à cultura.
Há uma preocupação de enfatizar a atmosfera política num regime de partido único que se sustenta na perseguição, prisão e tortura da oposição, enquanto esta se afirma respondendo à violência desproporcionada praticada pelas forças da ordem e pela polícia política. O peso da contestação pode avaliar-se pela relevância dada à descrição da violência que ocorre numa partida de futebol, ao mesmo tempo que há desacatos num comício da oposição em Alma e as implicações na interpretação da contestação do que se sucedeu em simultâneo.
Esta dimensão política não ofusca a perspetiva da ambiência familiar e infância/adolescência vivenciadas na época. A socialização por traquinice aos adultos e o despertar para as primeiras experiências sexuais na adolescência são, com naturalidade, relatando uma realidade em que o próprio calão utilizado nos aproxima da narrativa, uma forma de identificação por semelhança com quem há época se encontrava no nível etário correspondente a cada personagem.
Considero, ainda, interessantes as narrativas das sessões espíritas, bem como a forma como o autor aborda a perceção da morte na idade infantil.
Resumindo, gostei do livro, recomendo a sua leitura, alertando para a necessidade de o ler, situando o que nele decorre no momento histórico em que se situa a narrativa.


Boas leituras!