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quarta-feira, 16 de novembro de 2022
quinta-feira, 13 de outubro de 2022
Os vivos, o morto e o peixe frito de Ondjaki
Das coisas mais cómicas no livro, a minha predileta, é o modo de falar de JJ Mouraria, que acabou por me fazer afeiçoar à personagem, uma vez que este agia de maneira vaga, evitando perguntas e irritando quem ia conhecendo. Ele e o amigo, Manguimbo, são o duo cómico perfeito. A minha cena favorita é, precisamente, o encontro deles, na casa de Mário Rombo e Quim, por causa do linguajar e por causa das personalidades de cada um.
A verdade é que nunca ri tanto com um livro, nem pensei que tal fosse possível, por isso, recomendo-o a toda a gente que queira algo divertido e leve!
Antes que o café arrefeça
Ora, é possível dizer que o cliché de voltar ao passado para alterar o presente e o futuro é uma ideia já conhecida por todos e, no entanto, a sinopse deste livro quebra já essa expetativa, indicando que aqui as viagens ao passado não alteram nada.
A verdade é que o mais chamativo na sinopse, para mim, foram as histórias que o livro promete contar sobre cada personagem. Muito sobre o amor, este é um livro calmo mas interessante, que conta quatro histórias principais: Amor jovem, inesperado; Amor que dura na saúde e na doença; Amor que se esqueceu de si e Amor à primeira vista.
Se querem perceber melhor estes tipos de amor e experienciar reviravoltas impensáveis sobre o que vale ou não a pena, já sabem: é ler o livro!
O mais importante das histórias apresentadas, para mim, foi o facto de nos fazer pensar sobre os comportamentos humanos de forma mais profunda. Na vida real, não é preciso voltar ao passado para perceber certas coisas. Creio que é essa a mensagem que o autor pretende passar, que pensemos com mais afinco no que realmente importa e que não sejamos tão rápidos a fazer juízos de valor.
Catarina Tavares





